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O problema da realização de cenários em qualquer coisa é que, obviamente, não passam de exercícios de previsão e, como toda previsão, não têm a garantia de que o futuro vá respeitar o que você deseja. Contudo, eles são bastante interessantes para o planejamento estratégico, já que o longo prazo demanda algumas ações de longa duração, que devem ser iniciadas no curto espaço de tempo.
Em relação ao metaverso, muito ainda há o que se desenvolver:

- Controles imersivos: a exemplo do Wii, quando o mouse desparecer e o teclado também, a sensação de imersão será maior. Óbvio que eu não acredito que a interação no metaverso esteja em seu estado-da-arte neste momento, mas a introdução de determinados dispositivos que façam o indivíduo interagir de forma mais imediata com a plataforma provavelmente será um fator de crescimento: veja o exemplo do próximo Windows.
- Representação imagética virtual: o avatar ainda tem um desenho sofrível (embora tenha melhorado consistentemente nos últimos tempos), que não engana nem uma criança de 3 anos de idade. Contudo,
a idéia não é muito essa, e quem leu Snow Crash, do Neal Stephenson, a idéia mesmo é de uma vida paralela – de fato, que até se mistura com o “real”. Maior largura de banda, resolução de vídeo e processamento são ainda os principais fatores limitadores disso.
- Economia virtual: provavelmente o que está mais estabilizado. Com o exemplo do Linden Dollar (L$), percebeu-se que é plenamente possível aplicar os princípios de Macroeconomia na gestão de um sistema fechado como o Second Life. Contudo, quando chegar a tal da interoperabilidade, quero ver como vão fazer…uma moeda única? Várias moedas e duzentos milhões de câmbios, como nos feudos da idade Média? Outra vez aqui a idéia é de cooperação.
- Produtos reais em ambientes virtuais: com o aumento do realismo no Metaverso, a experiência de comprar poderá ser feita da sua casa, através de um confortável shopping virtual, pagando em L$ (ou qualquer coisa que o valha) e recebendo via DHL (ou qualquer outro courier) no sofá de sua sala. Isso já pode ser, teoricamente, feito.

Quando estiver inspirado eu continuo isso aqui.
Abraços

Pedro Ivo Rogedo
Karl Octagon (SL)

Ainda não tenho como provar isso de maneira “científica”. Contudo, já agora no primeiro round de entrevistas que estou fazendo dentro do Second Life, tenho cada vez mais certeza que as empresas em geral seguem por linhas opostas ao que deveriam quando se trata de marketing no metaverso.

Não é tão caro assim ter uma ilha no SL, comparando com outros investimentos em publicidade. Mas eu acho que os caras do mkt estão naquela do “ah, se pegar pegou”.

A presença virtual da TAM, por exemplo (http://www.reuters.com/article/internetNews/idUSN1240331620070413). Não fazia muito sentido, para ser franco, e tinha até comentado isso com o pessoal na turma. Além de oferecer sei-lá-o-que para os visitantes (lembre-se que o avatar pode voar), era feito tipo um switch com o site da empresa. Ora, bolas. Se eu quiser comprar a passagem eu quero que esteja logo ali, na minha frente. Não faz sentido.

Bem, dito e feito. Não sei explicar, mas não consigo mais achar a TAM no Second Life…

Exemplo contrário é o do Bradesco. Para minha surpresa, a ilha deles está povoada e “bombando”. Muito provavelmente porque não ficaram naquela baboseira de core business e foram para a mais pura atividade de branding. Está dando certo, mesmo sem oferecer serviço financeiro algum dentro do SL.