Para ser franco, eu estava bastante enrolado com a dissertação nos últimos tempos. Claro que também fiquei um tempo sem paciência para colocar alguma coisa nesse blog. Tenho a mais absoluta certeza que ninguém lê isso aqui, mas a experiência de falar para o nada é interessante também.

A partir de agora vou dedicar o café mais para comentar sobre as novidades do metaverso e também sobre a minha pesquisa de dissertação.

Abraços e até logo

Pedro

Atualmente to na www.virtualworldsconnect.com

Achei um site muito interessante, que tem um serviço bem legal para quem tem um shopping ou clube, ou então que deseja simplesmente saber as estatísticas de uso do local.

Dá uma olhada em www.slsensor.com. Os caras cobram L$10 pra manter o serviço e tem gráficos que medem de forma legal a popularidade do local.

Abraços

Depois da quebra do maior banco do Second Life, chamado Ginko Financial – e da descoberta que seu dono era nada mais nada menos que um brasileiro, Nicholas Portocarrero, de São Paulo – é a vez de outro grande banco decretar moratória em seus ativos.

Enquanto o Ginko deixou quase L$ 150.000.000 em ativos podres (já descontadas as vendas de ilhas, terrenos e outras coisas de valor), é a vez do Midas Bank decretar moratória sobre os ativos, estimados em L$ 8.000.000, mas cujo valor pode chegar a L$ 10.000.000.

As relações dentro do mercado financeiro do Second Life são incrivelmente complexas. Trata-se de uma teia de investimentos mútuos, “regulados” basicamente por três órgãos: a SLEC, SLCC e o conselho da WSE. SLEC: Second Life Exchange Comission. SLCC: Second Life Chamber of Commerce. WSE: World Stock Exchange, a grande bolsa de valores. Vou falar sobre cada um desses players em posts específicos

Para dar um histórico, quando eu comecei no Second Life, só existia uma bolsa, e ainda sim que não negociava nada, apenas ações dela mesma. Algo inútil. Quando abri o meu banco – hoje extinto – não havia muito mistério: o Ginko já era a potência virtual, junto com outros poucos grandes, como o MetaBank e o próprio Midas. Se eu pagasse um juro de 0,15% poderia utilizar o rendimento do outro banco para dar parte desse valor e investir o resto. Todos investiam em todos, basicamente, menos o Ginko, que ninguém sabia ao certo o que fazia.

A World Stock Exchange abriu de maneira triunfal em 2007, congregando várias companhias virtuais que realizaram seus IPOs. Como banqueiro, estive lá no primeiro dia e comprei uma quantidade razoável de ações do Hope Capital, empresa dona da bolsa, de propriedade do empreendedor australiano Luke Connell. Dos L$ 270.000 que investi, saí com uns L$ 500.000 no total. Foi extremamente lucrativo negociar naqueles primeiros dias.

Contudo, tudo ia bem até que o Linden Labs resolveu proibir o jogo, atividade que bancava uma fatia considerável dos juros pagos pelos bancos. Tal proibição foi em decorrência, provavelmente, da pressão do governo americano e de ameaças de diversas ações judiciais.

A fonte secando, os bancos começaram a não ter muito mais como ganhar dinheiro, exceto na WSE, com o crescimento da utilização da bolsa por investidores não-institucionais.

A WSE ganhou uma concorrente, a AVIX, e durante um tempo funcionaram razoavelmente bem. Contudo, desde a quebra do Ginko, as coisas vêm piorando.

Existem várias denúncias sobre a realidade do capital gerado pela WSE e sobre a probidade dos mecanismos de controle da WSE.

Atualmente, a WSE se afirma como a bolsa de valores do Second life, mas ainda sob muitas nuvens de suspeita e de desconfiança.

Continuarei no próximo post falando sobre a Second Life Exchange Comission (SLEC). Abraços.

Karl Octagon

Desculpem-me (no caso de eu possuir alguma alma que leia isso aqui) a ausência de posts nos últimos dias. Estava terminando minha casa no Second Life. Finalmente ela está pronta!

Quem quiser dar uma conferida, basta ir no seguinte endereço: Parsec, 80, 57, 23 ou então procurar por “Karl Octagon House” no módulo de busca do client do Second Life.

Abraços

Pedro

Uma leitura muito importante para quem deseja entrar na “alma” da virtualidade é o filósofo francês Pierre Lévy.

To já no quarto livro dele e sempre tem uma sacada muito interessante.

Abraços

Pedro Ivo Rogedo

O seminário foi interessante até onde pude ver, mas problemas de conexão da rede da UFRJ me impediram de assistir uma parte considerável. Contudo, até onde vi, pareceu ser legal, mas o nível da explicação foi muito superficial. Valeu a pena, contudo, pelos cases mostrados, mas nada de muito profundo foi discutido lá.

Entretanto, acho que é uma iniciativa muito legal e deve ser continuada.

Para quem se interessa no tema, segue uma cópia (autorizada para utilização acadêmica) do primeiro artigo do professor Castronova sobre mundos virtuais. Trata-se de uma interessantíssima análise da economia da região de Norrath, dentro de EverQuest. O paper ficou bastante falado no meio acadêmico e na mídia. É em Inglês (como praticamente tudo de acadêmico sobre essa área) mas vale o esforço.

Abraços

Pedro Ivo Rogedo

(ou Karl Octagon no Second Life)

Artigo do professor Castronova

Synthetic Worlds, de Edward CastronovaO professor Edward Castronova é uma das maiores autoridades no que se trata da pesquisa em mundos virtuais. Agora no final de novembro ele vai lançar um outro livro, continuação do primeiro (Synthetic Worlds – The business and culture of online games), que é leitura fundamental para qualquer pessoa realmente interessada no tema.

Amanhã é o seminário Mundos Virtuais 2007, na ilha Berrini. Vou passar por lá e ver o que os caras estão falando.

Abraços

World Stock Exchange (WSE)World Stock Exchange (WSE)

Olá. Sou advogado, estudante do Mestrado em Administração de Empresas no COPPEAD/UFRJ, com ênfase em Estratégia e Tecnologia. Minha dissertação de mestrado é sobre os ambientes (por que não mundos?) virtuais e os possíveis impactos dessa nova percepção de tecnologia na forma como se compreende o virtual. Meu bravo orientador, professor Roberto Nogueira, aceitou esse tema com a felicidade de uma criança que ganha um doce e eu fiquei mais animado ainda por poder pesquisar o que eu curto.

Iniciei efetivamente minha vida virtual em 3-D através do Second Life, ainda em 2006. Tentei abrir um cartório virtual, mas a minha (falta de) capacidade em programação me impediu de ir muito para frente. Logo depois resolvi abrir um banco de investimentos virtual, o The Octagon Bank, que durou alguns meses. Chegamos a ter 4 funcionários dentro do Second Life, uma sede imponente e administrávamos mais de L$ 1,5 mi, incluindo ações de companhias do SL, terrenos, etc…

Liquidei o banco quando tive um problema relacionado à área tecnológica, mas esta experiência foi valiosa para mim. Resolvi começar a escrever esse blog por alguns motivos:

- Quase todas as conferências/palestrar aqui no Brasil sobre o SL são praticamente iguais à história do sexólogo virgem: muitas pessoas falando sobre o que sequer conhecem;

- Uma forma de me motivar a continuar a pesquisa sobre os mundos virtuais (ou sintéticos, como prefere Castronova);

- Encontrar outros loucos que gostem desse assunto tanto quanto eu : )

Espero que alguém leia e comente isso aqui. Em breve vou abrir uma sede virtual do Café no Second Life. Mas isso fica pra outro post.

Abraços