Arquivos Mensais: Maio 2008

O problema da realização de cenários em qualquer coisa é que, obviamente, não passam de exercícios de previsão e, como toda previsão, não têm a garantia de que o futuro vá respeitar o que você deseja. Contudo, eles são bastante interessantes para o planejamento estratégico, já que o longo prazo demanda algumas ações de longa duração, que devem ser iniciadas no curto espaço de tempo.
Em relação ao metaverso, muito ainda há o que se desenvolver:

- Controles imersivos: a exemplo do Wii, quando o mouse desparecer e o teclado também, a sensação de imersão será maior. Óbvio que eu não acredito que a interação no metaverso esteja em seu estado-da-arte neste momento, mas a introdução de determinados dispositivos que façam o indivíduo interagir de forma mais imediata com a plataforma provavelmente será um fator de crescimento: veja o exemplo do próximo Windows.
- Representação imagética virtual: o avatar ainda tem um desenho sofrível (embora tenha melhorado consistentemente nos últimos tempos), que não engana nem uma criança de 3 anos de idade. Contudo,
a idéia não é muito essa, e quem leu Snow Crash, do Neal Stephenson, a idéia mesmo é de uma vida paralela – de fato, que até se mistura com o “real”. Maior largura de banda, resolução de vídeo e processamento são ainda os principais fatores limitadores disso.
- Economia virtual: provavelmente o que está mais estabilizado. Com o exemplo do Linden Dollar (L$), percebeu-se que é plenamente possível aplicar os princípios de Macroeconomia na gestão de um sistema fechado como o Second Life. Contudo, quando chegar a tal da interoperabilidade, quero ver como vão fazer…uma moeda única? Várias moedas e duzentos milhões de câmbios, como nos feudos da idade Média? Outra vez aqui a idéia é de cooperação.
- Produtos reais em ambientes virtuais: com o aumento do realismo no Metaverso, a experiência de comprar poderá ser feita da sua casa, através de um confortável shopping virtual, pagando em L$ (ou qualquer coisa que o valha) e recebendo via DHL (ou qualquer outro courier) no sofá de sua sala. Isso já pode ser, teoricamente, feito.

Quando estiver inspirado eu continuo isso aqui.
Abraços

Pedro Ivo Rogedo
Karl Octagon (SL)

Como as coisas interessantes que existem na Internet, vale a pena checar o artigo do The Channel Wire, meio antigo já (dez/2007), mas que fala sobre algo que, aparentemente, vai no sentido contrário ao que os especialistas falam.
O cientista-chefe da Accenture, Kishore Swaminathan (nome complexo esse…), afirmou que os mundos virtuais tendem a morrer. Se isso se confirmará…são outros quinhentos. Mas como foi notado nos comentários, é meio complicado você misturar o Second Life, que ainda é uma plataforma fechada mas de código aberto, com o metaverso.
Aparentemente, o problema que ele focou é correto, e é algo que tanto a IBM quanto o Metaverse Roadmap já tinha apontado, que é a interoperabilidade. Acredito que em breve o Google deve entrar em algo por aí, e sei que a IBM já conduz experimentos nessa área.
Talvez tenha sido uma previsão um pouco exagerada, mas quem sabe? Essa é a beleza das previsões…

Sobre a Apple TV, segue uma reportagem interessante do Yahoo! Finance. Mais legal ainda é ver como funciona a colaboração e os comentários de uma página em um ambiente de participação do usuário.
Através dos comentários dos usuários, percebe-se que o senhor Henry Blodget está banido pela SEC. Que coisa interessante para o Yahoo!
Meio que difícil de acreditar na reportagem depois desse perfil…

O Joost tem uma história muito interessante.
Para os que também são viciados em Wikipedia (como eu), percebemos que o Joost vem dos mesmos criadores de duas tecnologias disruptivas: o Skype e o Kazaa.
Ao contrário do que percebemos hoje na aula do Nogueira, parece que os produtores de conteúdo desta vez estão mais atentos às mudanças do mercado.
Enquanto a indústria fonográfica ainda tenta se virar processando velhinhas indefesas e adolescentes americanos cheios de espinhas, parece que alguém aprendeu alguma coisa.
O Wikinomics (Tapscott & Williams, 2007 – versão brazuca) traz a conceituação de prosumers. Não foram eles que inventaram isso, mas a explicação deles é a mais fácil.

Em breve termino isso aqui.
Abraços

Pedro

Para o pessoal que pediu os links dos gadgets que mostrei no final da aula de hoje do Nogueira, seguem:

Reactable – Do pessoal da Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona. Genial mesa sensível ao toque e que funciona com uma interface fantástica. A Björk já usou num show. Eu quero uma…

Displays 3-D: Tem o primeiro, que não era exatamente 3-D, mas utilizando-se de tela ‘enfumaçada’. O segundo, que não tive tempo de mostrar, é bem mais interessante.

Second Life: Disponível em www.secondlife.com Não é tão complexo assim de entrar e a assinatura é gratuita (exceto se você fizer questão de ter terrenos virtuais).

Joost: Já um ‘velho’ conhecido, pode ser baixado gratuitamente no site www.joost.com. A totalidade do conteúdo, por enquanto, é gringa.

Leitores de feeds RSS: existem vários, freeware. Recomendo a utilização dentro do Mozilla Firefox. Caso queira um leitor separado do navegador, eu uso o FeedReader.

Em breve vou colocar mais coisa.

Abraços

Pedro Ivo Rogedo
(SL: Karl Octagon)

Uma prova das loucuras que existem no Second Life é a comunidade gorean. O último artigo opinativo do Second Life Herald é de uma feminista gorean, o que é um paradoxo, já que o roleplay gorean é talvez uma das coisas mais machistas que existam na grade. É por esses motivos que o Herald vem, na minha opinião, piorando, e perdendo espaço para outros como o SLCN e a SLNN.
Por falar em Gorean, a SLNN fez uma interessante reportagem sobre o aniversário de um ano de fundação da Haven Designs, especializada em vestimentas tipicamente gorean.
Enquanto isso, vale a pena checar – para quem se interessa pelo tema – a entrevista de Onder Skall, da Clever Zebra, com Navillus Batra, da companhia i3D Now, sobre o inovações no mercado de publicidade no metaverso, pela SLCN.

Para as gerações Y e Z, os mundos virtuais parecer ser mais naturais cada dia que passa. O site da BBC publicou reportagem sobre como os mundos virtuais podem ajudar crianças na difícil tarefa de socialização em um ambiente mais protegido. O estudo é da Universidade de Westminster.
Vale a pena checar.

Ainda não tenho como provar isso de maneira “científica”. Contudo, já agora no primeiro round de entrevistas que estou fazendo dentro do Second Life, tenho cada vez mais certeza que as empresas em geral seguem por linhas opostas ao que deveriam quando se trata de marketing no metaverso.

Não é tão caro assim ter uma ilha no SL, comparando com outros investimentos em publicidade. Mas eu acho que os caras do mkt estão naquela do “ah, se pegar pegou”.

A presença virtual da TAM, por exemplo (http://www.reuters.com/article/internetNews/idUSN1240331620070413). Não fazia muito sentido, para ser franco, e tinha até comentado isso com o pessoal na turma. Além de oferecer sei-lá-o-que para os visitantes (lembre-se que o avatar pode voar), era feito tipo um switch com o site da empresa. Ora, bolas. Se eu quiser comprar a passagem eu quero que esteja logo ali, na minha frente. Não faz sentido.

Bem, dito e feito. Não sei explicar, mas não consigo mais achar a TAM no Second Life…

Exemplo contrário é o do Bradesco. Para minha surpresa, a ilha deles está povoada e “bombando”. Muito provavelmente porque não ficaram naquela baboseira de core business e foram para a mais pura atividade de branding. Está dando certo, mesmo sem oferecer serviço financeiro algum dentro do SL.

Estudo muito interessante realizado pelo The New Media Consortium (www.nmc.org), com as tendências para os próximos tempos. Método Delphi iterativo, óbvio.

Os resultados são bem claros e fundamentados. Vale a pena.

Seguindo o caminho espinhoso da pesquisa acadêmica, iniciei há pouco as entrevistas com os avatares. Está sendo mais proveitoso que eu imaginava. Estou há quatro horas direto e já peguei algumas coisas interessantes.

Pensava que as pessoas acreditavam que os lugares públicos como boates e praças fossem muito importantes, mas estou vendo que não são tão assim, pelo menos no Second Life. E que o perfil das pessoas é bem diferente do geek…