Arquivos Mensais: Dezembro 2007

Atualmente to na www.virtualworldsconnect.com

Achei um site muito interessante, que tem um serviço bem legal para quem tem um shopping ou clube, ou então que deseja simplesmente saber as estatísticas de uso do local.

Dá uma olhada em www.slsensor.com. Os caras cobram L$10 pra manter o serviço e tem gráficos que medem de forma legal a popularidade do local.

Abraços

Depois da quebra do maior banco do Second Life, chamado Ginko Financial – e da descoberta que seu dono era nada mais nada menos que um brasileiro, Nicholas Portocarrero, de São Paulo – é a vez de outro grande banco decretar moratória em seus ativos.

Enquanto o Ginko deixou quase L$ 150.000.000 em ativos podres (já descontadas as vendas de ilhas, terrenos e outras coisas de valor), é a vez do Midas Bank decretar moratória sobre os ativos, estimados em L$ 8.000.000, mas cujo valor pode chegar a L$ 10.000.000.

As relações dentro do mercado financeiro do Second Life são incrivelmente complexas. Trata-se de uma teia de investimentos mútuos, “regulados” basicamente por três órgãos: a SLEC, SLCC e o conselho da WSE. SLEC: Second Life Exchange Comission. SLCC: Second Life Chamber of Commerce. WSE: World Stock Exchange, a grande bolsa de valores. Vou falar sobre cada um desses players em posts específicos

Para dar um histórico, quando eu comecei no Second Life, só existia uma bolsa, e ainda sim que não negociava nada, apenas ações dela mesma. Algo inútil. Quando abri o meu banco – hoje extinto – não havia muito mistério: o Ginko já era a potência virtual, junto com outros poucos grandes, como o MetaBank e o próprio Midas. Se eu pagasse um juro de 0,15% poderia utilizar o rendimento do outro banco para dar parte desse valor e investir o resto. Todos investiam em todos, basicamente, menos o Ginko, que ninguém sabia ao certo o que fazia.

A World Stock Exchange abriu de maneira triunfal em 2007, congregando várias companhias virtuais que realizaram seus IPOs. Como banqueiro, estive lá no primeiro dia e comprei uma quantidade razoável de ações do Hope Capital, empresa dona da bolsa, de propriedade do empreendedor australiano Luke Connell. Dos L$ 270.000 que investi, saí com uns L$ 500.000 no total. Foi extremamente lucrativo negociar naqueles primeiros dias.

Contudo, tudo ia bem até que o Linden Labs resolveu proibir o jogo, atividade que bancava uma fatia considerável dos juros pagos pelos bancos. Tal proibição foi em decorrência, provavelmente, da pressão do governo americano e de ameaças de diversas ações judiciais.

A fonte secando, os bancos começaram a não ter muito mais como ganhar dinheiro, exceto na WSE, com o crescimento da utilização da bolsa por investidores não-institucionais.

A WSE ganhou uma concorrente, a AVIX, e durante um tempo funcionaram razoavelmente bem. Contudo, desde a quebra do Ginko, as coisas vêm piorando.

Existem várias denúncias sobre a realidade do capital gerado pela WSE e sobre a probidade dos mecanismos de controle da WSE.

Atualmente, a WSE se afirma como a bolsa de valores do Second life, mas ainda sob muitas nuvens de suspeita e de desconfiança.

Continuarei no próximo post falando sobre a Second Life Exchange Comission (SLEC). Abraços.

Karl Octagon

Desculpem-me (no caso de eu possuir alguma alma que leia isso aqui) a ausência de posts nos últimos dias. Estava terminando minha casa no Second Life. Finalmente ela está pronta!

Quem quiser dar uma conferida, basta ir no seguinte endereço: Parsec, 80, 57, 23 ou então procurar por “Karl Octagon House” no módulo de busca do client do Second Life.

Abraços

Pedro